Por que o Elas Programam existe

 
Primeira capa do grupo Elas Programam no facebook. Arte: Marina Azevedo

O que você tem feito para mudar o mundo?*

Você sabia que apenas 15% dos alunos matriculados em cursos de Ciências da Computação e Engenharia são mulheres?

Você sabia que 8 de 10 alunas dos cursos relacionados à Tecnologia da Informação desistem no primeiro ano?

Você sabia que o salário de mulheres desenvolvedoras é 30% menor em comparação ao dos homens?

Você sabia que 41% das mulheres que trabalham com tecnologia acabam deixando a área em comparação com apenas 17% dos homens?

Não é andar na contramão da tal revolução digital e da construção de uma sociedade mais igualitária e diversa?

Eu, como engenheira e desenvolvedora, que busco oportunidade na área, sempre fico chocada ao encarar esse quadro alarmante.

Movida pelo desafio de querer mudar o mundo, criei um grupo no face, o Elas Programam, que dá apoio a mulheres que querem aprender a programar.

Nas primeiras 12 horas, eram mais de duzentas mulheres no grupo. Em menos de dois meses, já somos mais de 500! (Edit1: agora com quase 9 meses, somos mais de 2200. Edit 2: Em 14/09/2019, somos quase 5000). (Edit 3: Em novembro/2020 somos 7000, porque o grupo hoje está como secreto)

O grupo tem se mantido forte em compartilhar conhecimentos, divulgar eventos, vagas e cursos, conectar outras iniciativas, além de dividir angústias e dúvidas sobre como se manter firme na área, coisa que não é tão fácil. Tem sido um trabalho cheio de desafios e muito gratificante.

Nesse curto espaço de tempo desde a criação do grupo, conheci mulheres incríveis que trabalham na área e com muita vontade de trocar conhecimentos e apoiar as iniciantes. Também conheci jovens mulheres em dúvida e desestimuladas a entrar na área, achando o ambiente hostil e difícil de se adaptar. Conheci outras que além do trabalho se dedicam com muito amor e dedicação para aumentar a presença de mulheres na área. Algumas atuam nos bastidores nos diversos grupos no whatsapp, telegram, linkedin. Outras já conseguiram certa visibilidade e têm promovido cursos, workshops, encontros (os meetups) e atraindo atenção das empresas em busca de solução para o problema. A movimentação é grande mas ainda não é o suficiente. Precisamos falar até não ser mais necessário sobre a inclusão de mulheres na tecnologia.

*Artigo publicado em 14/01/2018 no medium

Escrito por Silvia Coelho

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